Event Summary
Despite the current climate of uncertainty caused by the suspension of the general elections in Guinea-Bissau and the resulting persecution of social activists and human rights defenders — including their organizations, as in the case of Casa dos Direitos — civil society organizations remain mobilized and continue carrying out their activities.
This was evident during the 12th edition of the Human Rights Fortnight (Quinzena dos Direitos), whose opening session took place on 12 February 2026. Throughout the two-week period, several Guinean civil society organizations belonging to the Casa dos Direitos Consortium organized initiatives promoting human rights and citizenship. These included a Book Fair; debates on the situation of women’s rights; radio discussions aimed at strengthening dialogue and the defense of fundamental rights; and community forums held in schools and universities on the right to health, organized by the Patient Support Office.
They also implemented inclusive community and school discussion sessions as part of the campaign “Zero Tolerance for Corruption in Guinea-Bissau,” promoted by the Network of Human Rights Defenders.
In addition, public complaints were made both nationally and within local communities. For example, on 26 February 2026, the President of the Parents and Guardians Association, Mr. Lassana Bangura, informed public opinion about the beating of 10 students from Rui Barcelos da Cunha High School by security forces during a vigil held in front of the Ministry of Education.
Similarly, residents of the village of Salquenha, in the Farim Sector of the Oio Region, denounced the phosphate mining activities in their locality, which are negatively affecting the living conditions of the local population.
Da incerteza e a determinação das organizações da sociedade civil na dinamização do espaço cívico na Guiné-Bissau
Apesar do momento da incerteza motivada pelos acontecimentos da suspensão das eleições gerais na Guiné-Bissau e consequentemente perseguição dos ativistas socias e defensores dos direitos humanos incluindo as suas instituições, exemplo do que aconteceu com Casa dos direitos, as organizações da sociedade civil estão mobilizados na realização das suas atividades. Foi isso que aconteceu com a Quinzena dos Direitos , na sua 12ª edição, cuja sessão de abertura iniciada no dia 2 de fevereiro, segunda feira, durante a quinzena várias organizações da sociedade civil guineense pertencentes ao Consórcio Casa dos Direitos, realizaram ações promotoras dos direitos humanos e cidadania, nomeadamente Feira de Livro; debates sobre a situação dos direitos das mulheres; debates radiofónicos, no sentido de reforçar o dialogo e defesa dos direitos fundamentais, sessões de tertúlias comunitárias, nas escolas e nas universidades sobre direitos a saúde , realizada pelo Gabinete de Paciente e implementação de sessões tertúlias comunitárias e nas escolas, de uma forma inclusiva, da Campanha “Tolerância Zero à Corrupção na Guiné-Bissau”, promovida pela Rede dos defensores dos direitos Humanos.
Também houve denuncias públicas e nas comunidades , exemplo da denúncia feita no dia 26 de fevereiro pelo Presidente de Associação dos Pais e Encarregado da Educação , senhor Lassana Bangura, para informar a opinião pública sobre o espancamento de 10 alunos do liceu Rui Barcelos da Cunha por Forças de Segurança, aquando da realização da vigília em frente do Ministério da Educação.
De igual modo, a denúncia feita pelo moradores de aldeia de Salquenha, Sector de Farim, Região de Oio, sobre a exploração do fosfato nessa localidade e que afeta negativamente as condições de vida da população local.