On 15 August 2026, journalists covering a public gathering organised by the opposition party ANAMOLA in Quelimane, Zambézia Province, were exposed to police gunfire and tear gas when security forces dispersed participants.
Reports differ regarding the precise circumstances of the injuries. The Provincial Union of Journalists and MISA Mozambique reported that several journalists were affected by tear gas and that three were injured while climbing a perimeter wall to escape the police intervention. ANAMOLA separately reported that a journalist was struck by police gunfire. These accounts require an independent investigation.
MISA Mozambique and the journalists’ union condemned the incident and met the Provincial Commander of the Mozambique Republic Police to request greater protection for media professionals. The National Human Rights Commission also called for a prompt, transparent and impartial investigation, including clarification of the grounds for police intervention and the means used.
As of 23 September 2026, no publicly reported conclusion of an independent investigation or accountability process has been identified, leaving the protection concerns unresolved.
Violência policial não esclarecida contra jornalistas em Quelimane suscita preocupações contínuas quanto à sua proteção.
Em 15 de agosto de 2026, jornalistas que cobriam uma concentração pública organizada pelo partido da oposição ANAMOLA, em Quelimane, província da Zambézia, foram expostos a disparos de armas de fogo por parte da polícia e a gás lacrimogéneo, quando as forças de segurança dispersaram os participantes.
Os relatos divergem quanto às circunstâncias precisas em que ocorreram os ferimentos. A União Provincial de Jornalistas e o MISA Moçambique relataram que vários jornalistas foram afetados pelo gás lacrimogéneo e que três ficaram feridos ao tentar transpor um muro para escapar à intervenção policial. Separadamente, a ANAMOLA relatou que um jornalista foi atingido por disparos da polícia. Estes relatos requerem uma investigação independente.
O MISA Moçambique e o sindicato dos jornalistas condenaram o incidente e reuniram-se com o Comandante Provincial da Polícia da República de Moçambique para solicitar maior proteção para os profissionais dos meios de comunicação social. A Comissão Nacional dos Direitos Humanos também apelou à realização de uma investigação célere, transparente e imparcial, incluindo o esclarecimento dos fundamentos da intervenção policial e dos meios utilizados.
À data de 23 de setembro de 2026, não foi identificada qualquer conclusão publicamente divulgada de uma investigação independente ou de um processo de responsabilização, permanecendo, assim, por resolver as preocupações relativas à proteção dos jornalistas.